Mais um dia, mais um gigante da tecnologia entra no ringue — já bastante congestionado — dos robôs humanoides. Desta vez é a LG que, em uma parceria estratégica com o Instituto de Ciência e Tecnologia da Coreia (KIST), apresentou ao mundo sua nova criação bípede: o KAPEX. Embora seu caminhar ainda seja um tanto “angular” para as passarelas de Milão, suas ambições passam longe de serem desajeitadas. A LG está mandando um recado claro: a corrida para colocar um robô em cada casa (ou, pelo menos, em cada laboratório de ponta) está pegando fogo.
O robô não é apenas um rostinho bonito (e levemente geométrico). O KAPEX vem equipado com um conjunto de hardware e software de respeito. Seu “cérebro” é movido pelo Exaone, o modelo de linguagem visual proprietário da própria LG, o que lhe confere habilidades cognitivas e de comunicação avançadas. Isso se soma a atuadores de última geração fabricados na Coreia, que buscam movimentos mais fluidos, e uma mão destra multitatil que promete interações refinadas com o ambiente. A estratégia da LG parece clara: criar uma máquina que não apenas processe informações, mas que realmente consiga “colocar a mão na massa”.
Pode anotar na agenda: este novo colega mecânico tem previsão de lançamento para novembro deste ano. E não se trata de um projeto isolado ou um simples experimento de laboratório. A LG já preparou o terreno para sua entrada triunfal no mercado de humanoides domésticos na CES 2025, utilizando o robô de IA de codinome Q9 como modelo fundamental. O futuro está batendo à porta e, ao que tudo indica, ele virá para ajudar nas tarefas domésticas.
Por que isso é importante?
A entrada da LG no mercado de robôs humanoides é um selo de validação crucial para todo o setor. Quando um titã da eletrônica de consumo decide investir pesado, o sinal é claro: estamos migrando das aplicações industriais de nicho para um potencial futuro de consumo de massa. Esse movimento acirra a competição com players estabelecidos e novatos ambiciosos, como Boston Dynamics, Tesla e Figure AI. No fim das contas, isso nos aproxima daquele velho sonho da ficção científica de ter robôs em casa, acelerando drasticamente a inovação em IA, locomoção e na forma como humanos e máquinas interagem no dia a dia.













